Fux, futuro presidente do STF, debate inteligência artificial na Justiça

“A inteligência artificial é um instrumento que viabiliza a promessa constitucional de duração razoável dos processos.” É a afirmação do ministro Luiz Fux, que a partir de 10 de setembro vai presidir o Supremo Tribunal Federal no biênio 2020-2020, e que pretende investir na máxima digitalização da corte, tornando-a referência para o mundo.

Fux participará da abertura do 2º Annual Meeting, congresso internacional promovido pelo Instituto New Law, com painéis online e gratuitos entre esta terça (4/8) e quinta (6/8), das 17h às 20h, quando deve abordar como a IA já tem sido utilizada no STF e seus resultados.

“A declaração do ministro Fux está em linha com uma tendência global, intensificada pela pandemia de Covid-19, que obrigou todas as estruturas jurídicas, em todo o planeta, a acelerar a adoção de ferramentas virtuais para que não houvesse a paralisação total da Justiça, o que representaria o caos absoluta para qualquer sociedade”, analisa Erik Navarro, professor e coordenador acadêmico do Instituto New Law, escola global focada em Direito, Tecnologia e Mercado, e organizadora do Annual Meeting.

Navarro vai ser o interlocutor do ministro Fux durante a abertura do evento, que trará informações e experiências relevantes de como a tecnologia tem sido aplicada no mercado jurídico ao redor do mundo e em suas diversas nuances.

Alguns destaques
Por ser um evento global, foram convidados palestrantes de todos os continentes, para que o público brasileiro amplie seu conhecimento sobre o atual estágio de desenvolvimento da tecnologia aplicada ao mercado jurídico no Brasil e reflita sobre como se preparar para atuar em condições de igualdade com seus pares internacionais.

Christian Nielsen (Dinamarca)
Vai falar sobre o aplicativo AirHelp, que materializa o conceito de Justiça como serviço (JaaS) e pode ser o caminho para a democratização do acesso à Justiça por uma parcela maior da população.

Heidi Gardner (Harvard Law School)
Fala sobre as competências que podem mudar o destino profissional dos advogados.

Paurush Kumar (Índia)
Vai explicar como a digitalização (resolução online de disputas e audiências virtuais — ODRS) dos tribunais indianos, que andava a passos lentos desde 2018, se tornou a única opção de Justiça no país e as dificuldades dos advogados com acessibilidade e conexão, que pode servir para reflexão e exemplo para as cortes brasileiras.

Peter Hirst (reitor da educação Executiva do MIT)
Vai revelar como o renomado Instituto já estuda as habilidades necessárias para um processo de desglobalização, como consequência da pandemia de Covid-19. O que precisaremos saber e aprender?

Christina Koulias (diretora do Pacto Global Anticorrupção da ONU)
Vai mostrar que para os operadores do Direito, estar em linha com as teses do pacto não é apenas aderir a causas políticas; mas uma necessidade para atuar já que cada vez mais as empresas estão sendo pressionadas a adotar práticas de responsabilidade corporativa.

Os temas das palestras vão abordar ainda outras temáticas amplas e em evidência, que vão desde a crise diplomática entre EUA e China, sob o aspecto de disputas tecnológicas, ao risco de colapso do sistema jurídico brasileiro, ante a possibilidade de uma quantidade avassaladora de ações relacionadas a situações geradas em função da pandemia.

Fonte: Consultor Jurídico.

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